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Digitally Native Vertical Brands: conheça as marcas nativas digitais

Emeritus |23 junho, 2020 | 6 - minutos para ler

Quando olhamos para a forma que o varejo funciona, algumas falhas de comunicação com o cliente e no uso de dados para geração de novas oportunidades são perceptíveis. Esse é o principal motivo que as Digitally Native Vertical Brands (DNVB) estão ganhando cada vez mais espaço no mercado.

Esse termo faz referência a negócios criados já no mundo digital. São caracterizadas principalmente por serem D2C (Direct to Customer), além de se conectarem e se relacionarem diretamente com o consumidor e controlarem todo o processo de produção até a entrega do produto ao cliente. Dessa forma, há uma redução nos custos que é repassada ao consumidor.

Apesar de essas empresas já existirem há algum tempo, o termo DNVB só foi aparecer dez anos depois em um artigo publicado pelo CEO da Bonobos, que também segue esse modelo. O texto que é uma espécie de guia sobre DNVB acabou viralizando e o conceito se tornou comum para empreendedores da era digital.

Neste artigo, vamos entender um pouco mais sobre as Digitally Native Vertical Brands. Continue a leitura!

O funcionamento das DNVBs

dnvb

O sucesso desse modelo de negócio não se deve somente ao valor mais baixo das mercadorias comercializadas. As DNVBs têm a geração de experiência como foco de toda a sua estratégia de divulgação e relacionamento com os clientes. Na maioria dos casos, o cliente é o protagonista de muitas ações e decisões que as marcas tomam.

Hoje, a experiência é um fator decisivo para a tomada de decisão de compra das pessoas, principalmente dos millenials — que são os principais consumidores das DNVB. Ademais, essas organizações são mestres na criação de campanhas de marketing digital.

As DNVBs entendem como ninguém que não se pode pensar exclusivamente no meio online. Por isso, a maioria delas são negócios digitais que têm extensões no mundo offline — e acabam também dando uma aula de aplicação de estratégias omnichannel.

Outro fator interessante é o uso de dados gerados pelos próprios clientes para definições de marca e ações de marketing de forma ágil, permitindo alterações rápidas a fim de gerar melhores resultados.

É claro que os dados também são importantes para o varejo tradicional. Porém, poucos estabelecimentos sabem dizer quantas vezes o cliente compra da marca ao ano, qual é o lifetime value por cliente e quantos deles compraram na loja física e online. Essas são métricas constantemente acompanhadas pelas DNVBs.

3 casos de DNVBs de sucesso

1. Amaro

A Amaro é uma DNVB que comercializa roupas, calçados e acessórios pela internet. Além da possibilidade de comprar pelo e-commerce, os clientes podem escolher e experimentar peças em um dos Guide Shops por shoppings do Brasil. Nesses casos, a Amaro entrega as compras finalizadas na loja física na casa do comprador.

Ainda como estratégia omnichannel, a marca disponibiliza a opção In-Store PickUp. Ou seja, a compra é feita pelo site e a retirada acontece em uma das lojas físicas em até dois dias úteis.

2. Zissou

O objetivo da Zissou é revolucionar a forma como o brasileiro dorme e se relaciona com o sono. Essa DNVB vende colchões de cinco tamanhos diferentes pela internet.

O fato inusitado sobre a marca não está no fato de parecer estranha a compra de um colchão sem experimentar. A inovação é que todos os colchões são prensados a vácuo, cabendo em caixas de 1,15m x 45cm x 45cm. E mais: é possível fazer um test drive sem custos por 100 dias. Caso não goste do colchão, é só devolvê-lo sem custo.

3. Livo

A Livo é uma marca de óculos de sol e grau que nasceu fazendo as suas vendas por e-commerce e também lojas físicas — atendendo clientes que desejam experimentar diferentes modelos.

Além da estratégia omnichannel da Livo, ela se tornou referência como DNVB pelo cuidado com a experiência do cliente, dando um propósito a toda compra realizada. A cada óculos vendido, um livro era doado a uma instituição. Assim, a marca cresceu de modo sustentável e forte desde o início.

O DNVB é um modelo de negócio que nasceu nos Estados Unidos, mas que, como você viu, tem exemplos de sucesso aqui no Brasil. É claro que ainda é preciso amadurecer esse segmento. Entretanto, já é possível aprender muito com as DNVBs que atuam por aqui.

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