4 tipos de liderança e seu papel na era digital

De acordo com o David Rogers em seu livro Transformação Digital: repensando o seu negócio para a era digital, as tecnologias digitais transformaram a maneira como nos conectamos e relacionamos com os clientes, além do modo como encaramos a competição e a concorrência. Consequentemente, isso muda a forma como fazemos a gestão de pessoas.

A era digital deixa, em um passado cada vez mais distante, aquela figura característica de chefe para dar lugar à presença de um líder. Este é mais do que o coordenador de um projeto e/ou processo. Ele deve liderar um grupo de pessoas, servindo de inspiração para os seus liderados. Saiba mais sobre o tema neste artigo.

4 tipos de liderança

gestão de pessoas

Há diversas responsabilidades, tipos de liderança e habilidades necessárias para que os líderes cumpram o seu papel na era digital. O estilo de liderança reflete na cultura da organização e no comportamento de todos os colaboradores. Contudo, é importante dizer que não há um tipo certo ou errado de liderar — eles apenas são distintos. Veja os principais abaixo.

1. Entusiasta por aprender

Quando falamos em era digital, Revolução 4.0 e Management 3.0, logo vem à mente um cenário repleto de mudanças. Empresas que precisam inovar para se tornarem vivas no mercado, evoluções em processos, em tecnologias e no modo como é feito o gerenciamento e relacionamento com as pessoas. Para acompanhar essas mudanças, o líder entusiasta em aprender não se cansa de buscar conhecimento sobre essas novidades e também sobre como evoluir como pessoa, profissional e líder.

Na prática, isso quer dizer que está em constante busca por livros, cursos e referências que podem ajudá-lo a se desenvolver e a se tornar melhor no processo de gestão de pessoas. Esse entusiasmo em aprender facilita uma das responsabilidades do líder que é compartilhar a sua sabedoria com os colegas mais jovens e menos experientes.

Para a organização, o resultado desses entusiastas de aprendizado é muito positivo, uma vez que há uma maior agilidade para iniciar e se envolver com novas tecnologias e modelos de negócio. O receio em fazer algo pela primeira vez é reduzido e há mais chances de a empresa ser a primeira a oferecer um novo produto ou serviço para os seus clientes, pois os seus líderes são determinados a aprender tão rápido quanto as mudanças do mundo.

2. Otimista obstinado

Não só empresas, mas também o mundo é movido por aqueles que são confiantes, por pessoas que querem e acreditam muito em algo. Além da importância dessa característica para um cenário em que a inovação é um dos pilares da transformação digital, ser um líder otimista obstinado é fundamental para engajar pessoas em um mesmo propósito.

Dificilmente um líder que não acredita naquilo em que trabalha conseguirá engajar e motivar o seu time a fazer um trabalho excelente. No entanto, esse processo não requer apenas a crença de que vai dar certo ou a visualização da solução para o seu negócio, pois é necessário envolver mais pessoas nesse trabalho.

Logo, é importante desenvolver habilidades como inteligência emocional. De acordo com o psicólogo americano Daniel Goleman, essa característica apresenta cinco elementos-chave: auto-regulação, motivação, empatia, habilidades sociais e autoconsciência. Ou seja, ser inteligente emocionalmente significa conhecer as suas emoções e daqueles com quem se trabalha, a fim de comunicar melhor o propósito de algo a ser desenvolvido, gerando o engajamento e a obstinação de todos em fazer aquilo acontecer.

3. Disruptor

Disrupção é um dos termos e conceitos do momento quando falamos em gestão empresarial. Sendo assim, para que empresas sejam disruptivas, elas precisam ter, à sua frente, líderes disruptivos.

Para essas organizações, o líder deve ter objetivos além de ser um bom gestor. Ele deve também identificar as mudanças que estão acontecendo, compreendê-las e antecipá-las na empresa em que trabalha antes da concorrência. Em resumo, o líder disruptivo é aquele que garante que a empresa não está ficando para trás quando o assunto é inovação.

Os dados são os melhores amigos dos líderes disruptivos, pois garantem o conhecimento sobre o que está acontecendo e trazem um contexto verdadeiro e confiável para o seu time. Por isso, ele não tem medo de tomar decisões e, ao comunicar mudanças, transmite tranquilidade a todos, mesmo que o cenário seja, em sua maioria, instável e incerto. Afinal, inovar significa trabalhar com o novo e desconhecido.

4. Não tem medo de falhar

Ao contrário do que se possa imaginar, não ter medo de falhar quer dizer que esses líderes compreendem que não há progresso sem falha. Logo, é muito provável que as suas equipes desenvolvam a chamada cultura do erro.

A maioria dos projetos que mudaram o mundo ou se tornaram referência de sucesso foram criados com base em ideias que um dia fracassaram. Por conseguinte, o líder apoia iniciativas mesmo sabendo que, muito possivelmente, várias delas não sairão como planejado ou, até mesmo, não serão finalizadas.

Esse é justamente um dos papéis do líder e gestor de pessoas: encorajar e engajar o seu time sem medo do erro. Aqueles que têm essa característica conseguem compreender que a falha é parte do processo de inovação e que os dados gerados pela tentativa são muito valiosos para a evolução de outros produtos e serviços. Além disso, eles tendem a ser líderes que contam com equipes mais abertas à inovação.

É claro que um líder não é classificado única e exclusivamente em um dos tipos. As pessoas são diversas e complexas. Por isso, a liderança pode abraçar um pouco de cada estilo para que uma pessoa forme a sua personalidade como líder.

Habilidades de gestão na era digital

O ponto mais fundamental para uma empresa na era digital é a capacidade da liderança de pensar de maneira estratégica. De acordo com Rogers, “a liderança digital requer a capacidade de reimaginar e reinventar o negócio em si”. Isso implica trabalhar em sua totalidade, transformando os dados obtidos a todo o instante em informações valiosas sobre os seus processos e clientes.

Por esse motivo, habilidades humanas como criatividade, interpretação e relacionamento interpessoal se tornam tão importantes quanto ser analítico ou especialista em determinada técnica e processo. Por isso, o autoconhecimento e a busca pelo desenvolvimento de tais competências são fundamentais. Ademais, é preciso compreender que o segredo pode estar na formação de um time que tenha perfis e características complementares ao do seu líder.

De forma resumida, independentemente do estilo de liderança, a empresa deve buscar ter, em seus principais líderes, pessoas que tolerem riscos, incentivem novas ideias, empoderem a equipe e desenvolvam inovações com base em dados e testes. Além disso, é preciso manter sempre o cliente no centro da sua visão e estratégia, para que os diferentes produtos e serviços agreguem valor às suas experiências.

Conseguiu identificar o seu estilo de liderança? Entendeu como melhorar a gestão de pessoas por meio do desenvolvimento de habilidades que ajudarão você a aumentar os resultados da empresa na era digital? Então, compartilhe este conteúdo nas suas redes sociais!

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