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A relevância da economia criativa no cenário de inovação

Emeritus |23 dezembro, 2019 | 6 - minutos para ler

Não existe uma indústria que não possa se aproveitar da onda tecnológica e robótica para se desenvolver. Diante de um cenário no qual a conectividade está cada vez mais presente, cresce também a busca de soluções para novos problemas reais. Ao mesmo tempo em que as novas tecnologias e dispositivos facilitam a vida de muitas pessoas, eles também estão acabando com a necessidade de existência de algumas profissões.

Um estudo realizado pelo Fórum Econômico Mundial estima que a automatização de tarefas dispense a necessidade de 7 milhões de empregos até 2021. Afinal, quais alternativas podem ser cogitadas para absorver a mão de obra qualificada, no intuito de equilibrar esse alto número de desempregados?

Neste post, você vai entender melhor como a economia criativa se faz necessária nos dias de hoje, não apenas para manter profissionais relevantes no mercado, mas também para promover a inovação, que se torna tão necessária na manutenção da competitividade entre empresas.

A importância da criatividade para a inovação

De acordo com a Pew Research Center, em 2023, estaremos atravessando novas revoluções que acontecerão simultaneamente, envolvendo a Nanotecnologia, Biotecnologia, Robótica e Inteligência Artificial. Em uma pesquisa sobre o futuro do trabalho, o Fórum Econômico Mundial mostrou que essas mudanças ocorrem por diversos fatores, como a expansão da internet e análise de big data. Por isso, as empresas esperam uma mudança nos limites entre os trabalhos desenvolvidos por pessoas e máquinas.

Diante disso, o grande desafio que se destaca no início do século XXI é formar profissionais qualificados para atuar dentro dessas novas configurações. Ao tentar definir quais tipos de funções estão mais propensas à automação, um estudo da McKinsey Digital concluiu que quanto mais técnico, tático e repetitivo o trabalho for, maiores são as suas chances de ser substituído por uma máquina. Por outro lado, é mais difícil automatizar trabalhos que exijam alto grau de imaginação, análise criativa e pensamento estratégico.

Sendo assim, o ambiente laboral do futuro deve ser sedimentado não apenas pelas mudanças decorrentes da ascensão tecnológica, mas principalmente por uma mentalidade de criação mais livre, com permissão para que os colaboradores construam soluções junto às marcas e aos produtos. Para possibilitar a inovação, é necessário que essa criatividade rompa com a cultura de dependência e passividade que as máquinas tendem a padronizar.

O que é economia criativa

economia criativa

Em seu relatório de economia criativa de 2013, a UNESCO e ONU classificaram essa tendência como "uma força poderosa e transformadora nos dias de hoje por ser uma das áreas mais rentáveis em termos de geração de renda, empregos e exportação". A riqueza, devido ao progresso tecnológico, e as mudanças nas formas de trabalho atuais estão diretamente relacionadas à criatividade e inovação (tanto individuais quanto coletivas).

Tendo como base o conhecimento ou capital intelectual para gerar valor econômico, a economia criativa é um conjunto de negócios que também promove a diversidade cultural. O seu foco está nos serviços criativos de um indivíduo ou grupo, fomentados por setores como o da tecnologia, inovação, desenvolvimento de softwares e até jogos digitais.

Investir na criatividade pode (e deve) ser muito produtivo para o desenvolvimento de soluções inovadoras, já que os trabalhadores se sentem mais motivados a procurar soluções fora do comum para lidar com dores de seus clientes ou da população em geral. O resultado é a criação de melhores serviços e produtos, muitas vezes pautados em ideais de sustentabilidade e diversidade.

Devido ao progresso tecnológico, inovação e conscientização global, a economia está caminhando para o lado da indústria criativa, com o intuito de promover avanços e melhorar o mundo.

A economia criativa no Brasil

De acordo com o relatório "Positioning Brazil: the global creative economy" elaborado em parceria com o Conselho Britânico, de 2000 a 2010, a economia criativa cresceu mais de duas vezes por ano em comparação com as indústrias de serviços, em muitos países em desenvolvimento. Além disso, só em 2011, a exportação de bens e serviços criativos atingiu US$227 bilhões. Estima-se que a economia criativa represente entre 3% a 15% do PIB global.

Apesar de ser difícil de ser mensurada, o aumento da conscientização estratégica ligada à economia criativa levou à tomada de diversas iniciativas, como a criação da Secretaria de Economia Criativa - SEC em 2011, vinculado ao Ministério da Cultura.

Tudo isso levou ao desenvolvimento do Plano da Secretaria da Economia Criativa, formulando uma série de políticas e diretrizes culturais voltadas para o período de 2011 a 2014. O objetivo é priorizar o apoio a pequenas empresas e empreendedores brasileiros da área, facilitando a inovação e posicionando a cultura como uma prioridade estratégica no desenvolvimento de políticas públicas.

De acordo com dados levantados pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), o crescimento mundial do mercado relativo à economia criativa será de 10% a 20% nos próximos anos.

A economia criativa e a economia colaborativa

A economia criativa apresenta propósitos que vão muito além do lucro, pois procuram beneficiar a sociedade como um todo. Nesse contexto, a economia colaborativa (também conhecida como sharing economy) complementa esse propósito no sentido de reinventar comportamentos mercantis, compartilhando serviços e garantindo mais acessibilidade de uma forma sustentável.

Alguns exemplos dessa tendência são o Airbnb e o Uber, nos quais o consumidor paga por uma fração de uso do imóvel ou veículo de um colaborador. Entender o acesso a algum bem ou serviço (de modo temporário) como mais importante do que a posse não é importante apenas para promover o consumo consciente, mas também para repensar as relações econômicas de empresas e sociedades em geral.

Tanto o conceito de economia criativa quanto colaborativa trazem lições importantes no que diz respeito aos valores humanos, aos potenciais de inovação e às novas possibilidades de garantir serviços de qualidade para todos. Diante da popularização de ambas, é possível imaginar que ainda existam muitos espaços a serem explorados no ponto de vista criativo, para promover uma sociedade mais diversa.

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