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Fique por dentro do conceito de desbancarização e cenário atual do Brasil

Emeritus |15 junho, 2020 | 6 - minutos para ler

Uma pesquisa demonstrou que 45 milhões de brasileiros são desbancarizados, ou seja, não têm uma conta no banco ou não realizam movimentações financeiras. Isso indica que, a cada três pessoas, uma não mantém uma conta ativa em uma instituição financeira tradicional.

Isso não significa que essa população está sem dinheiro, mas sim, que essas pessoas optaram por não manter as contas por diferentes motivos: altas taxas bancárias, mau atendimento, opções de pagamentos online, entre outros.

A desbancarização ficou ainda mais crescente com o surgimento das fintechs, que trouxeram novas formas de pagamento de contas e acesso ao crédito por meio do atendimento virtual.

A seguir, explicamos mais a fundo como a desbancarização está afetando as instituições tradicionais e os benefícios existentes para a população.

O conceito de desbancarização

O termo desbancarização é utilizado para tratar de quem desistiu de utilizar os bancos tradicionais para realizar suas operações financeiras. Nesse caso, algumas pessoas simplesmente trocam de instituição ou migram parte do dinheiro das agências tradicionais para as fintechs.

Na maior parte das vezes, essa mudança ocorre porque o objetivo é buscar mais benefícios, como a redução das taxas bancárias ou melhores opções de rentabilidade para o dinheiro.

O caminho até a desbancarização no Brasil

As fintechs foram as principais responsáveis pela mudança de comportamento do consumidor. Elas começaram a surgir após a crise financeira de 2008, quando houve a falência do banco americano Lehman Brothers.

Junto a esse acontecimento, também foi crescendo o movimento da 4ª Revolução Industrial, que levou mais tecnologia e automação para os negócios, tendo a região do Vale do Silício como grande protagonista.

A combinação dos fatores fez surgir regulamentos no governo americano para evitar novas crises na economia e política daquele país. Foi quando as primeiras fintechs começaram a surgir no mundo, com o objetivo de unir tecnologia, facilidade no atendimento e baixo custo para os clientes.

No Brasil, o processo começou um pouco depois, com o Nubank, criado em 2013 para melhorar a experiência do cliente com os serviços financeiros. O movimento trouxe uma inovação na maneira como as pessoas abrem contas, controlam o próprio dinheiro e se relacionam com as instituições financeiras.

Mais tarde, foram surgindo outras fintechs, como a Foxbit, que leva segurança e facilidade para a compra e venda de bitcoins no país. Essa desbancarização foi crescendo à medida que o consumidor teve a oportunidade de comparar produtos e analisar que as taxas das instituições financeiras tradicionais eram muito altas.

Os principais responsáveis pela desbancarização no Brasil

A transformação digital trouxe algumas consequências para os bancos tradicionais do país, que precisaram modernizar o atendimento e melhorar suas plataformas digitais. Todavia, ainda foi necessário reduzir o número de agências físicas nas cidades para conseguir cortar gastos e manter o lucro.

Mesmo assim, é difícil competir com as fintechs e suas plataformas digitais. O Nubank, famoso roxinho, já tem 10 milhões de clientes no país.

Segundo dados da própria empresa, essas pessoas conseguiram economizar, juntas, R$2 bilhões em tarifas, desde 2017. Além de oferecer a isenção da taxa no uso do cartão de crédito, a empresa disponibiliza um atendimento 100% digital, o que não era possível há alguns anos nos bancos tradicionais.

Não foi só o Nubank que conquistou o bolso dos brasileiros. O Banco Inter também já atraiu 5 milhões de pessoas interessadas em redução de tarifas e facilidade para realizar investimentos.

Como funciona

desbancarização

O usuário só precisa encaminhar suas informações pessoais pelo aplicativo e aguardar a aprovação de crédito para a abertura da conta. Depois, consegue fazer cobranças via boletos (sem tarifas), aplicar dinheiro de acordo com o seu perfil de investidor e acompanhar de perto todas as informações da sua conta.

Há, ainda, a opção de abertura de conta para MEI (microempreendedor individual) e demais empresas, com a possibilidade de emitir um número fixo de boletos sem a cobrança de tarifa.

O Pic Pay é uma plataforma de pagamentos que também está crescendo no país. Por meio dele, profissionais autônomos e lojas virtuais conseguem realizar cobranças parceladas dos clientes, com toda a segurança necessária na operação. Para 2020, o objetivo da plataforma é duplicar sua capacidade de atendimento, aumentando para 1500 os atuais 700 funcionários.

Os maiores benefícios da desbancarização para a população

Ao longo deste artigo, já citamos brevemente algumas vantagens do surgimento das fintechs, mas ainda há muito a ser falado sobre este assunto!

Facilidade

O acesso fácil e rápido às plataformas digitais é o principal benefício fornecido pelas fintechs. O Nubank e o Banco Inter inovaram ao permitir a abertura de contas via aplicativo, e só depois disso que os bancos tradicionais começaram a criar plataformas e serviços semelhantes.

Porém, a grande diferença é que as fintechs já nasceram digitais e com menos burocracia, o que reduz o tempo de aprovação de crédito. Além disso, o cliente consegue esclarecer qualquer dúvida ou problema direto no aplicativo, sem precisar aguardar em filas e perder tempo. Logo, essas startups remodelaram a experiência do cliente com as instituições financeiras.

Economia

Outra vantagem expressiva das fintechs é a economia oferecida ao usuário. Enquanto um banco tradicional cobra uma taxa média de R$30,00 para iniciar um relacionamento e manter a conta ativa, startups como Nubank e Banco Inter oferecem o serviço a um custo zero para o cliente.

Investimentos

Além de economizar, quem procura uma fintech também consegue aplicar melhor o seu dinheiro. O Banco Inter, por exemplo, oferece para o cliente a possibilidade de fazer os investimentos por meio do seu aplicativo e ainda apresenta diferentes informações para ele tomar a melhor decisão.

Há, ainda, plataformas específicas para realizar esse tipo de operação, a exemplo da Toro Investimentos. Nela, o cliente tem a possibilidade de se educar financeiramente e receber o apoio de consultores digitais para fazer a melhor escolha de investimento para o seu perfil. O melhor: o consumidor só paga a taxa de corretagem quando tem rendimento.

É claro, para optar pela desbancarização, é imprescindível ter um bom planejamento financeiro. Com ele, você acompanha todos os gastos e escolhe as melhores opções de investimento para fazer o dinheiro render mais.

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